Hoje me dei conta que eu poderia amar qualquer pessoa no mundo, poderia amar qualquer pessoa no mundo inteiro. Eu poderia amar aquele vendedor simpático de sorriso largo e olhos brilhantes, poderia amar o entregador de pizza, o porteiro; poderia amar aquele cara da fila do banco; poderia amar um escritor, aquele músico, um cineasta. É, eu poderia amar o vizinho, o amigo do meu primo, o amigo do amigo, o teu amigo. Poderia estar perdidamente apaixonada e vivendo um romance com um aquele moreno, alto, bonito e sensual. É, eu poderia. Mas hoje eu me dei conta que eu poderia amar qualquer pessoa no mundo inteiro. E, ainda assim, eu escolhi você. (Yasmin Mello)

Hoje me dei conta que eu poderia amar qualquer pessoa no mundo, poderia amar qualquer pessoa no mundo inteiro. Eu poderia amar aquele vendedor simpático de sorriso largo e olhos brilhantes, poderia amar o entregador de pizza, o porteiro; poderia amar aquele cara da fila do banco; poderia amar um escritor, aquele músico, um cineasta. É, eu poderia amar o vizinho, o amigo do meu primo, o amigo do amigo, o teu amigo. Poderia estar perdidamente apaixonada e vivendo um romance com um aquele moreno, alto, bonito e sensual. É, eu poderia. Mas hoje eu me dei conta que eu poderia amar qualquer pessoa no mundo inteiro. E, ainda assim, eu escolhi você. (Yasmin Mello)

 
A verdade é que eu não vou ficar rica da noite pro dia; não vou descobrir uma fórmula secreta para que todas as coisas se ajustem. Eu não vou enxergar numa noite escura o que eu quero fazer de verdade; não vou conseguir fazer cronogramas e especificações realistas de como realizar meus sonhos mais desejados. Nunca vou ser metódica, nunca vou ser o suficiente para os meus parâmetros. Não vou, jamais, me considerar a melhor em qualquer coisa ou estar satisfeita comigo mesma. Não vou deixar de olhar para os outros e sentir inveja; não vou, nunca, ser mais do que as pessoas que admiro.
Eu não nasci para ser brilhante, famosa e nem admirável; tampouco nasci para ser uma mediana conformada. A verdade é que espero a vida inteira um golpe de sorte. Um destino implacável de sucesso que não negará a minha vez. Tão encantada pelo sucesso fácil de tantos outros, esqueço de perceber, propositalmente ou não, o quanto foi necessário de esforço e sacrifício para a maioria.
Talvez, não. Talvez não tenha nascido para ser grande, talvez eu não seja do tipo que consegue chegar lá. Talvez eu esteja fadada a ver as oportunidades passarem, as chances minguarem e os outros conquistarem tudo o que eu sempre quis.
Mas e se eu tentasse de verdade? Se eu abandonasse a minha zona de conforto, se descobrisse como me fazer funcionar um pouco mais, como ser a mula do engenho do meu próprio futuro. Sofrer de peso, de cansaço, de sono, pra que um dia tudo tenha valido a pena… E, se sim, o que é que eu quero mesmo? Ao que realmente devo me dedicar? Qual são as etapas a serem riscadas da checklist?
Na espera pela descoberta do que realmente quero, continuo dormindo e deixando o futuro fugir. Eu digo: “Não. Já chega. É hora de decidir, mesmo que seja a decisão errada.”; e tudo que meu corpo consegue responder é: “Mas qual?”.

A verdade é que eu não vou ficar rica da noite pro dia; não vou descobrir uma fórmula secreta para que todas as coisas se ajustem. Eu não vou enxergar numa noite escura o que eu quero fazer de verdade; não vou conseguir fazer cronogramas e especificações realistas de como realizar meus sonhos mais desejados. Nunca vou ser metódica, nunca vou ser o suficiente para os meus parâmetros. Não vou, jamais, me considerar a melhor em qualquer coisa ou estar satisfeita comigo mesma. Não vou deixar de olhar para os outros e sentir inveja; não vou, nunca, ser mais do que as pessoas que admiro.

Eu não nasci para ser brilhante, famosa e nem admirável; tampouco nasci para ser uma mediana conformada. A verdade é que espero a vida inteira um golpe de sorte. Um destino implacável de sucesso que não negará a minha vez. Tão encantada pelo sucesso fácil de tantos outros, esqueço de perceber, propositalmente ou não, o quanto foi necessário de esforço e sacrifício para a maioria.

Talvez, não. Talvez não tenha nascido para ser grande, talvez eu não seja do tipo que consegue chegar lá. Talvez eu esteja fadada a ver as oportunidades passarem, as chances minguarem e os outros conquistarem tudo o que eu sempre quis.

Mas e se eu tentasse de verdade? Se eu abandonasse a minha zona de conforto, se descobrisse como me fazer funcionar um pouco mais, como ser a mula do engenho do meu próprio futuro. Sofrer de peso, de cansaço, de sono, pra que um dia tudo tenha valido a pena… E, se sim, o que é que eu quero mesmo? Ao que realmente devo me dedicar? Qual são as etapas a serem riscadas da checklist?

Na espera pela descoberta do que realmente quero, continuo dormindo e deixando o futuro fugir. Eu digo: “Não. Já chega. É hora de decidir, mesmo que seja a decisão errada.”; e tudo que meu corpo consegue responder é: “Mas qual?”.

 
Venho por meio deste informar que já não sei quem sou. Sim, assim, com toda a sinceridade do mundo, já não sei quem sou. Achei que se me jogasse e ocupasse a mente eu poderia evitar esse vazio. Funcionou, pelo tempo que pôde. Até que a profecia da música se concretizou e minha vida mudou da noite pro dia, de novo. Mudou pra uma interrogação gigante de quem não sabe o que quer, quem é ou o que deve fazer. Não era o plano. Devia mudar para melhor, para mais fácil, mais compreensível.
Veio uma febre sem febre e me desencantou. Ou é TPM, não sei. Mas de repente surgiu essa inquietude absurda que só resulta mesmo é em ficar em casa ouvindo música e mais nada. A paz foi escorrendo… escoando por uma rachadura ínfima que vem virando um buracão.
Eu me culpei absurdamente pelas coisas que desperdicei, fui correr em busca do tempo perdido – e me perdi. Até que de vestido rosa eu comecei a perceber que talvez tudo isso nem importasse tanto; que existem várias formas de viver a vida e que essa simplesmente não era a minha: não havia porque se doer. Havia que me doar para o que me importava.
Mas foi súbita a forma como tive que lidar com a percepção de que nem isso. Nem isso. A verdade é que nunca me doei para nada. Aquele resmungo de um velho amigo de que nada fazia bem vinha se aplicar a mim de novo… voltaram as dores, acrescidas com essa sensação de ser burra - e piorada com a noção de estar quebrada.
É isso. Não sei quem sou, mas sei como estou: quebrada. Já não funciono bem ou porque nunca funcionei ou porque não sei para que devo funcionar. E essa de viver um dia de cada vez parece agora não ter sentido se você não tem um propósito qualquer.
É intimidadora a vontade absurda que sinto de fazer milhões de coisas. Veio tudo de uma só vez. Um desespero de aprender, de aproveitar, de me divertir, de me profissionalizar, de alimentar o ego, a alma e o cérebro. Veio tão forte que atropelou todos os meus sentidos e todas as minhas certezas. Desmantelou o que já estava em pedaços.
Qual é o sentido dessa vez? Como é que eu posso abraçar qualquer causa ou pessoa se não me sinto segura de que posso lidar com isso por pelo menos alguns meses? O que é que eu posso fazer para colocar as coisas no lugar? Como é que eu posso começar a me consertar mesmo?
“Até há pouco estava tudo bem…”
E eu já nem consigo chorar.

Venho por meio deste informar que já não sei quem sou. Sim, assim, com toda a sinceridade do mundo, já não sei quem sou. Achei que se me jogasse e ocupasse a mente eu poderia evitar esse vazio. Funcionou, pelo tempo que pôde. Até que a profecia da música se concretizou e minha vida mudou da noite pro dia, de novo. Mudou pra uma interrogação gigante de quem não sabe o que quer, quem é ou o que deve fazer. Não era o plano. Devia mudar para melhor, para mais fácil, mais compreensível.

Veio uma febre sem febre e me desencantou. Ou é TPM, não sei. Mas de repente surgiu essa inquietude absurda que só resulta mesmo é em ficar em casa ouvindo música e mais nada. A paz foi escorrendo… escoando por uma rachadura ínfima que vem virando um buracão.

Eu me culpei absurdamente pelas coisas que desperdicei, fui correr em busca do tempo perdido – e me perdi. Até que de vestido rosa eu comecei a perceber que talvez tudo isso nem importasse tanto; que existem várias formas de viver a vida e que essa simplesmente não era a minha: não havia porque se doer. Havia que me doar para o que me importava.

Mas foi súbita a forma como tive que lidar com a percepção de que nem isso. Nem isso. A verdade é que nunca me doei para nada. Aquele resmungo de um velho amigo de que nada fazia bem vinha se aplicar a mim de novo… voltaram as dores, acrescidas com essa sensação de ser burra - e piorada com a noção de estar quebrada.

É isso. Não sei quem sou, mas sei como estou: quebrada. Já não funciono bem ou porque nunca funcionei ou porque não sei para que devo funcionar. E essa de viver um dia de cada vez parece agora não ter sentido se você não tem um propósito qualquer.

É intimidadora a vontade absurda que sinto de fazer milhões de coisas. Veio tudo de uma só vez. Um desespero de aprender, de aproveitar, de me divertir, de me profissionalizar, de alimentar o ego, a alma e o cérebro. Veio tão forte que atropelou todos os meus sentidos e todas as minhas certezas. Desmantelou o que já estava em pedaços.

Qual é o sentido dessa vez? Como é que eu posso abraçar qualquer causa ou pessoa se não me sinto segura de que posso lidar com isso por pelo menos alguns meses? O que é que eu posso fazer para colocar as coisas no lugar? Como é que eu posso começar a me consertar mesmo?

“Até há pouco estava tudo bem…”

E eu já nem consigo chorar.

 
O finzinho de 2011 só me disse que quando você mergulha de vez, não sente frio. Entrar aos pouquinhos ou não entrar é que faz a gente tremer. O mergulho é gostoso quando é de coração.
Quero mergulhar em 2012 de cabeça. Quero poder terminar o ano dizendo que foi um dos melhores da minha vida. E vai ser! Vai ser.

O finzinho de 2011 só me disse que quando você mergulha de vez, não sente frio. Entrar aos pouquinhos ou não entrar é que faz a gente tremer. O mergulho é gostoso quando é de coração.

Quero mergulhar em 2012 de cabeça. Quero poder terminar o ano dizendo que foi um dos melhores da minha vida. E vai ser! Vai ser.

 
Maldito limbo. Algum dia eu já desejei o suicídio, confesso. Num dia não muito distante, aliás. Daí que a tentativa falha (por medo da dor ou por qualquer apego ao que ainda pode ser) resultou em umas semanas de paz. “É melhor viver”, disse qualquer coisa em mim. Ninguém percebeu, quer dizer, quase ninguém - só você, que ouviu as lamúrias e os choros, que me consolou e me chamou de boba; e tudo isso ainda me faz me perguntar como não entender porque te quero tanto. 
Enfim, depois da fase suicida veio um otimismo estranho que também nunca entendi bem. Mas até que eu gostaria de continuar vivendo aquela ilusão.
A grande questão é que entre a oscilação dos sorrisos e dos desesperos há uma interrogação vital nos meus dias. Algo que diz: “Odeio minha vida como ela está agora, mas não tenho a fucking noção de como mudar nada”. E vem um dia depois do outro, e segue o desespero de preciso de amigos, preciso ter coisas novas para fazer. E parece que tudo se comprime em uma impossibilidade de mudar.
Não é só inércia, é quase que desconhecimento. Às vezes acho que preciso de um psicólogo, mas no geral penso que preciso de novos amigos. Mas como fazer quando todo mundo à sua volta parece tão diferente e desconexo de você e do que você acredita e deseja? Ando doentiamente rotulando pessoas nesses últimos meses: “Você gosta disso e eu odeio”, “Você faz isso, não gosto”; “Você não tem nada a ver comigo”; “Ui, você é um saco”; “Você é drogado, louco e prostituído e eu sou careta”; “Você é certo demais, e eu acho isso um tédio”.
Sei que é bobagem, afinal, a maioria das relações reais de nossas vidas costuma nascer de situações sociais forçadas. Não creio que as amizades reais passem por seleções do tipo, but… Na minha vida não existe mais aula, não sei desenvolver um círculo social por minha conta e me tornei uma pessoa de preconceitos estranhos. Coloco mil poréns mentais para cada relacionamento que possa surgir na minha vida, teóricos ou não.
Sinto quase que pena de mim mesma quando me percebo avaliando as pessoas. É até triste olhar pela janela do ônibus e pensar “Olha que pessoa que parece legal” e me destrói aquela vontade ingênua - mas latente - de ir perguntar “Oi, você quer ser minha amiga?”. 
E daí que eu comecei a escrever esse texto só pra dizer: não existe mesmo um tipo de stand by pra vida? Ou, ao menos, um fast-forward (mas para que ponto desse filme?!)? É que morrer nesse momento parece uma pena, visto que um pedaço de mim diz que ainda quer passar por muita coisa; mas viver anda um saco absurdo. 

Maldito limbo. Algum dia eu já desejei o suicídio, confesso. Num dia não muito distante, aliás. Daí que a tentativa falha (por medo da dor ou por qualquer apego ao que ainda pode ser) resultou em umas semanas de paz. “É melhor viver”, disse qualquer coisa em mim. Ninguém percebeu, quer dizer, quase ninguém - só você, que ouviu as lamúrias e os choros, que me consolou e me chamou de boba; e tudo isso ainda me faz me perguntar como não entender porque te quero tanto. 

Enfim, depois da fase suicida veio um otimismo estranho que também nunca entendi bem. Mas até que eu gostaria de continuar vivendo aquela ilusão.

A grande questão é que entre a oscilação dos sorrisos e dos desesperos há uma interrogação vital nos meus dias. Algo que diz: “Odeio minha vida como ela está agora, mas não tenho a fucking noção de como mudar nada”. E vem um dia depois do outro, e segue o desespero de preciso de amigos, preciso ter coisas novas para fazer. E parece que tudo se comprime em uma impossibilidade de mudar.

Não é só inércia, é quase que desconhecimento. Às vezes acho que preciso de um psicólogo, mas no geral penso que preciso de novos amigos. Mas como fazer quando todo mundo à sua volta parece tão diferente e desconexo de você e do que você acredita e deseja? Ando doentiamente rotulando pessoas nesses últimos meses: “Você gosta disso e eu odeio”, “Você faz isso, não gosto”; “Você não tem nada a ver comigo”; “Ui, você é um saco”; “Você é drogado, louco e prostituído e eu sou careta”; “Você é certo demais, e eu acho isso um tédio”.

Sei que é bobagem, afinal, a maioria das relações reais de nossas vidas costuma nascer de situações sociais forçadas. Não creio que as amizades reais passem por seleções do tipo, but… Na minha vida não existe mais aula, não sei desenvolver um círculo social por minha conta e me tornei uma pessoa de preconceitos estranhos. Coloco mil poréns mentais para cada relacionamento que possa surgir na minha vida, teóricos ou não.

Sinto quase que pena de mim mesma quando me percebo avaliando as pessoas. É até triste olhar pela janela do ônibus e pensar “Olha que pessoa que parece legal” e me destrói aquela vontade ingênua - mas latente - de ir perguntar “Oi, você quer ser minha amiga?”. 

E daí que eu comecei a escrever esse texto só pra dizer: não existe mesmo um tipo de stand by pra vida? Ou, ao menos, um fast-forward (mas para que ponto desse filme?!)? É que morrer nesse momento parece uma pena, visto que um pedaço de mim diz que ainda quer passar por muita coisa; mas viver anda um saco absurdo. 

 
theme by iemai