A verdade é que eu não vou ficar rica da noite pro dia; não vou descobrir uma fórmula secreta para que todas as coisas se ajustem. Eu não vou enxergar numa noite escura o que eu quero fazer de verdade; não vou conseguir fazer cronogramas e especificações realistas de como realizar meus sonhos mais desejados. Nunca vou ser metódica, nunca vou ser o suficiente para os meus parâmetros. Não vou, jamais, me considerar a melhor em qualquer coisa ou estar satisfeita comigo mesma. Não vou deixar de olhar para os outros e sentir inveja; não vou, nunca, ser mais do que as pessoas que admiro.
Eu não nasci para ser brilhante, famosa e nem admirável; tampouco nasci para ser uma mediana conformada. A verdade é que espero a vida inteira um golpe de sorte. Um destino implacável de sucesso que não negará a minha vez. Tão encantada pelo sucesso fácil de tantos outros, esqueço de perceber, propositalmente ou não, o quanto foi necessário de esforço e sacrifício para a maioria.
Talvez, não. Talvez não tenha nascido para ser grande, talvez eu não seja do tipo que consegue chegar lá. Talvez eu esteja fadada a ver as oportunidades passarem, as chances minguarem e os outros conquistarem tudo o que eu sempre quis.
Mas e se eu tentasse de verdade? Se eu abandonasse a minha zona de conforto, se descobrisse como me fazer funcionar um pouco mais, como ser a mula do engenho do meu próprio futuro. Sofrer de peso, de cansaço, de sono, pra que um dia tudo tenha valido a pena… E, se sim, o que é que eu quero mesmo? Ao que realmente devo me dedicar? Qual são as etapas a serem riscadas da checklist?
Na espera pela descoberta do que realmente quero, continuo dormindo e deixando o futuro fugir. Eu digo: “Não. Já chega. É hora de decidir, mesmo que seja a decisão errada.”; e tudo que meu corpo consegue responder é: “Mas qual?”.

A verdade é que eu não vou ficar rica da noite pro dia; não vou descobrir uma fórmula secreta para que todas as coisas se ajustem. Eu não vou enxergar numa noite escura o que eu quero fazer de verdade; não vou conseguir fazer cronogramas e especificações realistas de como realizar meus sonhos mais desejados. Nunca vou ser metódica, nunca vou ser o suficiente para os meus parâmetros. Não vou, jamais, me considerar a melhor em qualquer coisa ou estar satisfeita comigo mesma. Não vou deixar de olhar para os outros e sentir inveja; não vou, nunca, ser mais do que as pessoas que admiro.

Eu não nasci para ser brilhante, famosa e nem admirável; tampouco nasci para ser uma mediana conformada. A verdade é que espero a vida inteira um golpe de sorte. Um destino implacável de sucesso que não negará a minha vez. Tão encantada pelo sucesso fácil de tantos outros, esqueço de perceber, propositalmente ou não, o quanto foi necessário de esforço e sacrifício para a maioria.

Talvez, não. Talvez não tenha nascido para ser grande, talvez eu não seja do tipo que consegue chegar lá. Talvez eu esteja fadada a ver as oportunidades passarem, as chances minguarem e os outros conquistarem tudo o que eu sempre quis.

Mas e se eu tentasse de verdade? Se eu abandonasse a minha zona de conforto, se descobrisse como me fazer funcionar um pouco mais, como ser a mula do engenho do meu próprio futuro. Sofrer de peso, de cansaço, de sono, pra que um dia tudo tenha valido a pena… E, se sim, o que é que eu quero mesmo? Ao que realmente devo me dedicar? Qual são as etapas a serem riscadas da checklist?

Na espera pela descoberta do que realmente quero, continuo dormindo e deixando o futuro fugir. Eu digo: “Não. Já chega. É hora de decidir, mesmo que seja a decisão errada.”; e tudo que meu corpo consegue responder é: “Mas qual?”.

 
Venho por meio deste informar que já não sei quem sou. Sim, assim, com toda a sinceridade do mundo, já não sei quem sou. Achei que se me jogasse e ocupasse a mente eu poderia evitar esse vazio. Funcionou, pelo tempo que pôde. Até que a profecia da música se concretizou e minha vida mudou da noite pro dia, de novo. Mudou pra uma interrogação gigante de quem não sabe o que quer, quem é ou o que deve fazer. Não era o plano. Devia mudar para melhor, para mais fácil, mais compreensível.
Veio uma febre sem febre e me desencantou. Ou é TPM, não sei. Mas de repente surgiu essa inquietude absurda que só resulta mesmo é em ficar em casa ouvindo música e mais nada. A paz foi escorrendo… escoando por uma rachadura ínfima que vem virando um buracão.
Eu me culpei absurdamente pelas coisas que desperdicei, fui correr em busca do tempo perdido – e me perdi. Até que de vestido rosa eu comecei a perceber que talvez tudo isso nem importasse tanto; que existem várias formas de viver a vida e que essa simplesmente não era a minha: não havia porque se doer. Havia que me doar para o que me importava.
Mas foi súbita a forma como tive que lidar com a percepção de que nem isso. Nem isso. A verdade é que nunca me doei para nada. Aquele resmungo de um velho amigo de que nada fazia bem vinha se aplicar a mim de novo… voltaram as dores, acrescidas com essa sensação de ser burra - e piorada com a noção de estar quebrada.
É isso. Não sei quem sou, mas sei como estou: quebrada. Já não funciono bem ou porque nunca funcionei ou porque não sei para que devo funcionar. E essa de viver um dia de cada vez parece agora não ter sentido se você não tem um propósito qualquer.
É intimidadora a vontade absurda que sinto de fazer milhões de coisas. Veio tudo de uma só vez. Um desespero de aprender, de aproveitar, de me divertir, de me profissionalizar, de alimentar o ego, a alma e o cérebro. Veio tão forte que atropelou todos os meus sentidos e todas as minhas certezas. Desmantelou o que já estava em pedaços.
Qual é o sentido dessa vez? Como é que eu posso abraçar qualquer causa ou pessoa se não me sinto segura de que posso lidar com isso por pelo menos alguns meses? O que é que eu posso fazer para colocar as coisas no lugar? Como é que eu posso começar a me consertar mesmo?
“Até há pouco estava tudo bem…”
E eu já nem consigo chorar.

Venho por meio deste informar que já não sei quem sou. Sim, assim, com toda a sinceridade do mundo, já não sei quem sou. Achei que se me jogasse e ocupasse a mente eu poderia evitar esse vazio. Funcionou, pelo tempo que pôde. Até que a profecia da música se concretizou e minha vida mudou da noite pro dia, de novo. Mudou pra uma interrogação gigante de quem não sabe o que quer, quem é ou o que deve fazer. Não era o plano. Devia mudar para melhor, para mais fácil, mais compreensível.

Veio uma febre sem febre e me desencantou. Ou é TPM, não sei. Mas de repente surgiu essa inquietude absurda que só resulta mesmo é em ficar em casa ouvindo música e mais nada. A paz foi escorrendo… escoando por uma rachadura ínfima que vem virando um buracão.

Eu me culpei absurdamente pelas coisas que desperdicei, fui correr em busca do tempo perdido – e me perdi. Até que de vestido rosa eu comecei a perceber que talvez tudo isso nem importasse tanto; que existem várias formas de viver a vida e que essa simplesmente não era a minha: não havia porque se doer. Havia que me doar para o que me importava.

Mas foi súbita a forma como tive que lidar com a percepção de que nem isso. Nem isso. A verdade é que nunca me doei para nada. Aquele resmungo de um velho amigo de que nada fazia bem vinha se aplicar a mim de novo… voltaram as dores, acrescidas com essa sensação de ser burra - e piorada com a noção de estar quebrada.

É isso. Não sei quem sou, mas sei como estou: quebrada. Já não funciono bem ou porque nunca funcionei ou porque não sei para que devo funcionar. E essa de viver um dia de cada vez parece agora não ter sentido se você não tem um propósito qualquer.

É intimidadora a vontade absurda que sinto de fazer milhões de coisas. Veio tudo de uma só vez. Um desespero de aprender, de aproveitar, de me divertir, de me profissionalizar, de alimentar o ego, a alma e o cérebro. Veio tão forte que atropelou todos os meus sentidos e todas as minhas certezas. Desmantelou o que já estava em pedaços.

Qual é o sentido dessa vez? Como é que eu posso abraçar qualquer causa ou pessoa se não me sinto segura de que posso lidar com isso por pelo menos alguns meses? O que é que eu posso fazer para colocar as coisas no lugar? Como é que eu posso começar a me consertar mesmo?

“Até há pouco estava tudo bem…”

E eu já nem consigo chorar.

 
O finzinho de 2011 só me disse que quando você mergulha de vez, não sente frio. Entrar aos pouquinhos ou não entrar é que faz a gente tremer. O mergulho é gostoso quando é de coração.
Quero mergulhar em 2012 de cabeça. Quero poder terminar o ano dizendo que foi um dos melhores da minha vida. E vai ser! Vai ser.

O finzinho de 2011 só me disse que quando você mergulha de vez, não sente frio. Entrar aos pouquinhos ou não entrar é que faz a gente tremer. O mergulho é gostoso quando é de coração.

Quero mergulhar em 2012 de cabeça. Quero poder terminar o ano dizendo que foi um dos melhores da minha vida. E vai ser! Vai ser.

 
Maldito limbo. Algum dia eu já desejei o suicídio, confesso. Num dia não muito distante, aliás. Daí que a tentativa falha (por medo da dor ou por qualquer apego ao que ainda pode ser) resultou em umas semanas de paz. “É melhor viver”, disse qualquer coisa em mim. Ninguém percebeu, quer dizer, quase ninguém - só você, que ouviu as lamúrias e os choros, que me consolou e me chamou de boba; e tudo isso ainda me faz me perguntar como não entender porque te quero tanto. 
Enfim, depois da fase suicida veio um otimismo estranho que também nunca entendi bem. Mas até que eu gostaria de continuar vivendo aquela ilusão.
A grande questão é que entre a oscilação dos sorrisos e dos desesperos há uma interrogação vital nos meus dias. Algo que diz: “Odeio minha vida como ela está agora, mas não tenho a fucking noção de como mudar nada”. E vem um dia depois do outro, e segue o desespero de preciso de amigos, preciso ter coisas novas para fazer. E parece que tudo se comprime em uma impossibilidade de mudar.
Não é só inércia, é quase que desconhecimento. Às vezes acho que preciso de um psicólogo, mas no geral penso que preciso de novos amigos. Mas como fazer quando todo mundo à sua volta parece tão diferente e desconexo de você e do que você acredita e deseja? Ando doentiamente rotulando pessoas nesses últimos meses: “Você gosta disso e eu odeio”, “Você faz isso, não gosto”; “Você não tem nada a ver comigo”; “Ui, você é um saco”; “Você é drogado, louco e prostituído e eu sou careta”; “Você é certo demais, e eu acho isso um tédio”.
Sei que é bobagem, afinal, a maioria das relações reais de nossas vidas costuma nascer de situações sociais forçadas. Não creio que as amizades reais passem por seleções do tipo, but… Na minha vida não existe mais aula, não sei desenvolver um círculo social por minha conta e me tornei uma pessoa de preconceitos estranhos. Coloco mil poréns mentais para cada relacionamento que possa surgir na minha vida, teóricos ou não.
Sinto quase que pena de mim mesma quando me percebo avaliando as pessoas. É até triste olhar pela janela do ônibus e pensar “Olha que pessoa que parece legal” e me destrói aquela vontade ingênua - mas latente - de ir perguntar “Oi, você quer ser minha amiga?”. 
E daí que eu comecei a escrever esse texto só pra dizer: não existe mesmo um tipo de stand by pra vida? Ou, ao menos, um fast-forward (mas para que ponto desse filme?!)? É que morrer nesse momento parece uma pena, visto que um pedaço de mim diz que ainda quer passar por muita coisa; mas viver anda um saco absurdo. 

Maldito limbo. Algum dia eu já desejei o suicídio, confesso. Num dia não muito distante, aliás. Daí que a tentativa falha (por medo da dor ou por qualquer apego ao que ainda pode ser) resultou em umas semanas de paz. “É melhor viver”, disse qualquer coisa em mim. Ninguém percebeu, quer dizer, quase ninguém - só você, que ouviu as lamúrias e os choros, que me consolou e me chamou de boba; e tudo isso ainda me faz me perguntar como não entender porque te quero tanto. 

Enfim, depois da fase suicida veio um otimismo estranho que também nunca entendi bem. Mas até que eu gostaria de continuar vivendo aquela ilusão.

A grande questão é que entre a oscilação dos sorrisos e dos desesperos há uma interrogação vital nos meus dias. Algo que diz: “Odeio minha vida como ela está agora, mas não tenho a fucking noção de como mudar nada”. E vem um dia depois do outro, e segue o desespero de preciso de amigos, preciso ter coisas novas para fazer. E parece que tudo se comprime em uma impossibilidade de mudar.

Não é só inércia, é quase que desconhecimento. Às vezes acho que preciso de um psicólogo, mas no geral penso que preciso de novos amigos. Mas como fazer quando todo mundo à sua volta parece tão diferente e desconexo de você e do que você acredita e deseja? Ando doentiamente rotulando pessoas nesses últimos meses: “Você gosta disso e eu odeio”, “Você faz isso, não gosto”; “Você não tem nada a ver comigo”; “Ui, você é um saco”; “Você é drogado, louco e prostituído e eu sou careta”; “Você é certo demais, e eu acho isso um tédio”.

Sei que é bobagem, afinal, a maioria das relações reais de nossas vidas costuma nascer de situações sociais forçadas. Não creio que as amizades reais passem por seleções do tipo, but… Na minha vida não existe mais aula, não sei desenvolver um círculo social por minha conta e me tornei uma pessoa de preconceitos estranhos. Coloco mil poréns mentais para cada relacionamento que possa surgir na minha vida, teóricos ou não.

Sinto quase que pena de mim mesma quando me percebo avaliando as pessoas. É até triste olhar pela janela do ônibus e pensar “Olha que pessoa que parece legal” e me destrói aquela vontade ingênua - mas latente - de ir perguntar “Oi, você quer ser minha amiga?”. 

E daí que eu comecei a escrever esse texto só pra dizer: não existe mesmo um tipo de stand by pra vida? Ou, ao menos, um fast-forward (mas para que ponto desse filme?!)? É que morrer nesse momento parece uma pena, visto que um pedaço de mim diz que ainda quer passar por muita coisa; mas viver anda um saco absurdo. 

 
Que seja o que tiver de ser. Que seja.
Mas confesso que é bom ter esse raiozinho de sol, essa pequena esperança de que talvez o que tiver que ser seja algo maior. E se não for, tudo bem. Eu tenho um plano B - mais difícil, mais penoso, mas mais recompensador.
Que seja o que a vida achar melhor que seja, mas que seja logo!

Que seja o que tiver de ser. Que seja.

Mas confesso que é bom ter esse raiozinho de sol, essa pequena esperança de que talvez o que tiver que ser seja algo maior. E se não for, tudo bem. Eu tenho um plano B - mais difícil, mais penoso, mas mais recompensador.

Que seja o que a vida achar melhor que seja, mas que seja logo!

 
E foi nesse dia que entendeu seu defeito de fábrica: vivia presa entre a terrível incapacidade de se apegar às pessoas e a incrível habilidade de se apegar apenas à quem não se importava.

E foi nesse dia que entendeu seu defeito de fábrica: vivia presa entre a terrível incapacidade de se apegar às pessoas e a incrível habilidade de se apegar apenas à quem não se importava.

 
O the very end pra mim é hoje. Como não confessar que já doem pedacinhos de mim com as lágrimas que vou despejar no final?Engraçado como o estômago revira: parece um romance. Mas é só medo dos créditos subirem.
Só entende quem dedicou uma década a isso. Só entende quem fez amigos por causa da história. Só entende quem dormiu ouvindo o Stephen Fry lendo repetidamente. Só entende quem contou os dias para os lançamentos, quem contou as horas para as estréias. Só entende quem passou as noites de Natal sem dormir por causa do presente novo. Só entende quem jogou por semanas os mesmos jogos. Só entende quem já amou e odiou a Lia Wyler. Só entende quem já acompanhou fanfics, quem já usou avatars e assinaturas, quem já reblogou, quem já desejou com todo o corpo que a coruja um dia chegasse. Só entende quem é fã.
The boy who lived will always live in our hearts.#parasempreharrypotter

O the very end pra mim é hoje. Como não confessar que já doem pedacinhos de mim com as lágrimas que vou despejar no final?
Engraçado como o estômago revira: parece um romance. Mas é só medo dos créditos subirem.

Só entende quem dedicou uma década a isso. Só entende quem fez amigos por causa da história. Só entende quem dormiu ouvindo o Stephen Fry lendo repetidamente. Só entende quem contou os dias para os lançamentos, quem contou as horas para as estréias. Só entende quem passou as noites de Natal sem dormir por causa do presente novo. Só entende quem jogou por semanas os mesmos jogos. Só entende quem já amou e odiou a Lia Wyler. Só entende quem já acompanhou fanfics, quem já usou avatars e assinaturas, quem já reblogou, quem já desejou com todo o corpo que a coruja um dia chegasse. Só entende quem é fã.

The boy who lived will always live in our hearts.
#parasempreharrypotter

 
Pela primeira vez me perguntei: “Será que eu fiz alguma coisa?”. Sim, sabe, para aquelas pessoas que eu amo tanto e que não fazem mais questão de mim.
Sempre as culpei por terem se afastado, por irem se distanciando. Ainda tenho uma incrível sensação de que não é minha culpa. Mesmo que eu não tenha tentado o suficiente perto do que merecia ser, mas sempre senti que tentei e que elas nem tanto. Para ser bem sincera, parece que quanto maior o amor, mais dói ter que me esforçar para trazê-lo de volta. Como se revoltasse ter que lutar por aquilo – porque era para ser simplesmente.
Até que me perguntei se fui eu. Será que eu fiz alguma coisa? Para o telefone não tocar mais aqueles números. Para as respostas das minhas mensagens serem adiadas. Para que não haja prioridade nenhuma para mim na lista de afazeres. Será que eu fiz alguma coisa para a amizade ir murchando?
E será que só eu me importo? Será que é tão unilateral essa saudade daquelas presenças? Será que não pode haver um esforço mútuo para reconstruir as coisas que se desgastaram… Ou será que não tem mesmo mais conserto? E que é pra cada um seguir mesmo seu caminho, sem ter jeito?
Dói muito lembrar das promessas de amizade eterna e me dar conta do que as coisas se tornaram. Outro dia me peguei olhando uma legenda que escrevi há algum tempo: “Se isso não for para sempre, nada mais vai ser”. E veja que medo. Que medo de ser profeta. Que medo de que tudo seja assim também passageiro.
O tempo não afasta as pessoas. As pessoas se afastam com o tempo. O tempo não tem culpa nenhuma, não faz nada. A culpa é dos envolvidos. A culpa pode ser mais de um, mais de outro, mas é de alguém.
E dessa vez, será que a culpa foi minha?

Pela primeira vez me perguntei: “Será que eu fiz alguma coisa?”. Sim, sabe, para aquelas pessoas que eu amo tanto e que não fazem mais questão de mim.

Sempre as culpei por terem se afastado, por irem se distanciando. Ainda tenho uma incrível sensação de que não é minha culpa. Mesmo que eu não tenha tentado o suficiente perto do que merecia ser, mas sempre senti que tentei e que elas nem tanto. Para ser bem sincera, parece que quanto maior o amor, mais dói ter que me esforçar para trazê-lo de volta. Como se revoltasse ter que lutar por aquilo – porque era para ser simplesmente.

Até que me perguntei se fui eu. Será que eu fiz alguma coisa? Para o telefone não tocar mais aqueles números. Para as respostas das minhas mensagens serem adiadas. Para que não haja prioridade nenhuma para mim na lista de afazeres. Será que eu fiz alguma coisa para a amizade ir murchando?

E será que só eu me importo? Será que é tão unilateral essa saudade daquelas presenças? Será que não pode haver um esforço mútuo para reconstruir as coisas que se desgastaram… Ou será que não tem mesmo mais conserto? E que é pra cada um seguir mesmo seu caminho, sem ter jeito?

Dói muito lembrar das promessas de amizade eterna e me dar conta do que as coisas se tornaram. Outro dia me peguei olhando uma legenda que escrevi há algum tempo: “Se isso não for para sempre, nada mais vai ser”. E veja que medo. Que medo de ser profeta. Que medo de que tudo seja assim também passageiro.

O tempo não afasta as pessoas. As pessoas se afastam com o tempo. O tempo não tem culpa nenhuma, não faz nada. A culpa é dos envolvidos. A culpa pode ser mais de um, mais de outro, mas é de alguém.

E dessa vez, será que a culpa foi minha?

 
Regra oficial da vida: no dia em que você sair mais mulambenta por aquele portão será o dia em que você encontrará algum conhecido - provalmente alguém que você não vê há muito tempo, ou alguém que você adoraria impressionar.
De resto, não. Nos dias em que você se sente uma princesa ou jura que poderia atuar em um filme hollywoodiano fazendo papel de deusa grega (é raro, mas vá, com um misto de bom humor, roupa nova e muita maquiagem um dia assim às vezes acontece)… puf. Some todo mundo da face da Terra.
Talvez seja um dispositivo qualquer que exista no interior da gente que apite: “Autoestima crescendo, saiam da frente”. Só sei que é. E pode perguntar para qualquer outro ser do sexo feminino que a afirmação vai ser a mesma.
Bem que Chanel mandou você sair perfeita sempre.

Regra oficial da vida: no dia em que você sair mais mulambenta por aquele portão será o dia em que você encontrará algum conhecido - provalmente alguém que você não vê há muito tempo, ou alguém que você adoraria impressionar.

De resto, não. Nos dias em que você se sente uma princesa ou jura que poderia atuar em um filme hollywoodiano fazendo papel de deusa grega (é raro, mas vá, com um misto de bom humor, roupa nova e muita maquiagem um dia assim às vezes acontece)… puf. Some todo mundo da face da Terra.

Talvez seja um dispositivo qualquer que exista no interior da gente que apite: “Autoestima crescendo, saiam da frente”. Só sei que é. E pode perguntar para qualquer outro ser do sexo feminino que a afirmação vai ser a mesma.

Bem que Chanel mandou você sair perfeita sempre.

 
Ela disse para si mesma que não podia. Que não podia ser melhor, que não podia arrumar sua vida, que não podia fotografar melhor, que não podia escrever bons textos, que não podia se controlar, que não podia ver novos lugares, que não podia multiplicar o dinheiro, que não podia ter mais talento, que não podia ser normal, que não podia decidir o que queria; que não podia fazer nada para mudar as coisas que não podia.
Maldito seja o momento em que ela acreditou nisso pela primeira vez. Foi assim, estupidamente, que se convenceu e não pôde mais…
Já não há mais nada nela que grite o contrário.

Ela disse para si mesma que não podia. Que não podia ser melhor, que não podia arrumar sua vida, que não podia fotografar melhor, que não podia escrever bons textos, que não podia se controlar, que não podia ver novos lugares, que não podia multiplicar o dinheiro, que não podia ter mais talento, que não podia ser normal, que não podia decidir o que queria; que não podia fazer nada para mudar as coisas que não podia.

Maldito seja o momento em que ela acreditou nisso pela primeira vez. Foi assim, estupidamente, que se convenceu e não pôde mais…

Já não há mais nada nela que grite o contrário.

 
Me perguntei outro dia quando foi que parei de criar - ou “pensar”, para efeito poético. Quando foi que deixei de fotografar tudo? Quando foi que deixei de escrever tudo que sentia ou que vivia? Quando foi que eu comecei a substituir as minhas expressões por “likes” e “reblogs”?
Não, não é, nunca foi e nunca será ruim se identificar com as criações dos outros. Não é ruim admirar as palavras das outras pessoas. Mas é ruim quando você deixa de colocar para fora o que sente. E também é ruim quando tudo que você consegue ler é um parágrafo curto, não porque não gosta de ler ou porque é preguiçoso, mas é porque você já sabe que não vai haver mágica ali. Você já sabe que o texto foi feito apenas para que os outros possam gostar.
É ruim quando você para de escrever histórias que saltam dentro de você para escrever histórias que saltem para dentro dos outros.
Em algum momento ficou tudo errado. Em algum momento a minha alma foi ficando preguiçosa e deixou de voar aos pouquinhos.
Eu acredito – de verdade – que quem lê viaja – para mundos incríveis, para sonhos maravilhosos. Mas quem escreve, fotografa ou desenha, cria. Quem cria se sente liberto não só porque pode flutuar entre os mundos dos outros, mas porque pode também construir um cantinho próprio na sua mente ou no coração de alguém.
Quando foi que eu deixei de criar? E como é que eu pude fazer isso comigo? E você? Como é que você deixou isso acontecer? E o que a gente vai fazer para mudar essa situação?
iemai

Me perguntei outro dia quando foi que parei de criar - ou “pensar”, para efeito poético. Quando foi que deixei de fotografar tudo? Quando foi que deixei de escrever tudo que sentia ou que vivia? Quando foi que eu comecei a substituir as minhas expressões por “likes” e “reblogs”?

Não, não é, nunca foi e nunca será ruim se identificar com as criações dos outros. Não é ruim admirar as palavras das outras pessoas. Mas é ruim quando você deixa de colocar para fora o que sente. E também é ruim quando tudo que você consegue ler é um parágrafo curto, não porque não gosta de ler ou porque é preguiçoso, mas é porque você já sabe que não vai haver mágica ali. Você já sabe que o texto foi feito apenas para que os outros possam gostar.

É ruim quando você para de escrever histórias que saltam dentro de você para escrever histórias que saltem para dentro dos outros.

Em algum momento ficou tudo errado. Em algum momento a minha alma foi ficando preguiçosa e deixou de voar aos pouquinhos.

Eu acredito – de verdade – que quem lê viaja – para mundos incríveis, para sonhos maravilhosos. Mas quem escreve, fotografa ou desenha, cria. Quem cria se sente liberto não só porque pode flutuar entre os mundos dos outros, mas porque pode também construir um cantinho próprio na sua mente ou no coração de alguém.

Quando foi que eu deixei de criar? E como é que eu pude fazer isso comigo? E você? Como é que você deixou isso acontecer? E o que a gente vai fazer para mudar essa situação?

iemai

 
Tenho uma terrível espécie de ressaca social. Tão pouco acostumada a tentar ser sociável, nas poucas vezes em que falo demais durante o dia, fico me contorcendo à noite, lembrando besteiras que disse - e pensando como todos devem me achar boba. (iemai)

Tenho uma terrível espécie de ressaca social. Tão pouco acostumada a tentar ser sociável, nas poucas vezes em que falo demais durante o dia, fico me contorcendo à noite, lembrando besteiras que disse - e pensando como todos devem me achar boba. (iemai)

 
Ninguém entende.
E é só no momento em que você quer gritar muito forte, mas sabe que não vai adiantar nada, é que você percebe que ninguém se importa. Nem tem que se importar. E o pior de tudo: você não quer que se importem, porque incomoda dividir, incomoda explicar, incomoda pensar que os outros sabem que você está se doendo.
Não sou assim, desesperada, de nascença, é só quando é você. É só quando é a única pessoa que eu queria que se importasse…
iemai

Ninguém entende.

E é só no momento em que você quer gritar muito forte, mas sabe que não vai adiantar nada, é que você percebe que ninguém se importa. Nem tem que se importar. E o pior de tudo: você não quer que se importem, porque incomoda dividir, incomoda explicar, incomoda pensar que os outros sabem que você está se doendo.

Não sou assim, desesperada, de nascença, é só quando é você.
É só quando é a única pessoa que eu queria que se importasse…

iemai

 
E daí? E daí que você sente os maiores sentimentos do mundo? E daí que você ama alguém com todas as forças? E daí que todos os fluidos do seu corpo borbulham ao pensar em alguém? E daí que você deseja com todos os pedacinhos do seu corpo que este alguém deseje você da mesma forma? 
E daí? Você não pode entrar na cabeça de ninguém, se injetar lá dentro.Infelizmente.

E daí? E daí que você sente os maiores sentimentos do mundo? E daí que você ama alguém com todas as forças? E daí que todos os fluidos do seu corpo borbulham ao pensar em alguém? E daí que você deseja com todos os pedacinhos do seu corpo que este alguém deseje você da mesma forma? 

E daí?
Você não pode entrar na cabeça de ninguém, se injetar lá dentro.
Infelizmente.

 
O ardor que toma todo o tronco, que faz o estômago doer bem lá no fundo; o nó na garganta que impede a vontade de comer, e de falar; tudo vem de um aperto que você sabe que é a origem, bem ali no meio… No coração. Enquanto isso, a cabeça fica gritando alto que não é certo se doer desse jeito.
O embate impede as lágrimas de caírem no jorro que desejam. E você fica entupida, mofada.
iemai

O ardor que toma todo o tronco, que faz o estômago doer bem lá no fundo; o nó na garganta que impede a vontade de comer, e de falar; tudo vem de um aperto que você sabe que é a origem, bem ali no meio… No coração. Enquanto isso, a cabeça fica gritando alto que não é certo se doer desse jeito.

O embate impede as lágrimas de caírem no jorro que desejam. E você fica entupida, mofada.

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